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Empresários locais devem aproveitar oportunidades emergentes
2010-02-02

A Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) não deverá extinguir-se após a conclusão das infra-estruturas aeroportuárias, devendo transitar para a tutela do Ministério da Economia. Esta é a síntese da ideia defendida quarta-feira, pelo Presidente da Câmara Municipal de Beja, Jorge Pulido Valente, no decurso de um encontro promovido pela rede GADE (gabinetes de apoio ao desenvolvimento económico) e no qual participaram empresários e gestores de grandes projectos públicos e privados que se encontram em curso na região.

“A EDAB poderia ter um papel importante na construção de um cluster aeronáutico, nomeadamente ao nível da captação de investimento e de acompanhamento dos investidores que mostrem interesse”, defendeu o edil local.

Uma ideia que mereceu de imediato o apoio do Presidente da EDAB, que a este propósito reiterou o interesse relativamente à entrada do Ministério da Economia no processo de criação de um cluster aeronáutico que deve ter um “pólo de peso em Beja”.

A equipa da ANA – Aeroportos de Portugal, entidade que vai gerir a infra-estrutura aeroportuária de Beja, liderada pelo seu presidente, Jorge Arruda, esteve presente no encontro, tendo adiantado que estão em fase de execução os planos de marketing e de imobiliário para o futuro Aeroporto de Beja.

Numa fase inicial vender-se-á o destino turístico “Alentejo” além-fronteiras com prioridade para os voos charter. O plano de marketing em curso contempla a criação de “pacotes turísticos que consigamos vender a operadores internacionais” garantiu Ricardo Lagoa, director de marketing da ANA.

Outra área chave para a gestão do aeroporto prende-se com o sector imobiliário. “Estamos em conversações para desenvolver projectos paralelos à aviação, nomeadamente na área da hotelaria, rent-a-car, parqueamento de viaturas, retalho e, por exemplo, na construção de hangares” explicou Pedro Beja Neves, responsável pela área de imobiliário da ANA.

O Presidente da ANA garantiu ainda a nomenclatura inicial do aeroporto como Aeroporto de Beja explicando, em seguida, que na promoção internacional desta infra-estrutura ela deverá surgir associada à região Alentejo.

 

Desafio aos empresários locais

Jorge Pulido Valente aproveitou ainda para sublinhar que estamos a viver um “momento de oportunidades” ímpar e que estas devem ser aproveitadas da melhor forma para alterar o contexto económico da região. Como exemplo, foram apresentados projectos de investimento a realizar nos próximos anos na área da aeronáutica, agricultura, exploração de minério e pelo futuro Sistema de Águas Públicas do Alentejo.

Perante esta janela de oportunidades, que irá traduzir-se num conjunto de investimentos calculado em largos milhões de euros, é impreterível iniciar “uma avaliação rigorosa do volume de investimento dos sectores onde vão surgir estas oportunidades, ao nível da prestação de serviços e da montagem de empresas, para depois podermos divulgá-las a nível nacional e internacional”, sustentou o autarca.

Os empresários locais podem e devem aproveitar todos estes investimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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